Hoje trago uma música clássica do rock soviético, basicamente conhecida por todo o território russo atual. A música foi composta em 1982, tocada pela primeira vez em 12 de Abril do mesmo ano no programa "Притяжение Земли" ("Gravidade da terra"), no dia do cosmonauta (O equivalente ao "astronauta", porem no lado soviético, este dia é celebrado em homenagem ao primeiro voo espacial tripulado, feito em 12 de Abril de 1961 por Yuri Gagarin, na nave Vostok 1), ainda numa versão embrionária. A versão que conhecemos foi lançada em 1983. A letra é de Anatoly Poperechny e o instrumental de Vladimir Migulya. A inspiração da letra foi um poema de mesmo nome, ainda que este não cite algo espacial no original (E não me pergunte que poema é esse, só sei que tá na Wikipédia russa essa informação).
A música fala sobre um cosmonauta olhando, da escotilha de sua nave, para a Terra e sentindo saudades de lá, recordando da grama ao redor de sua casa, é quase como um apelo de voltar, mediante tamanha distância. É uma boa descrição da palavra "saudade".
Desde 2009, esta música é o hino oficial dos cosmonautas na Rússia, nomeada pela Corporação Estatal de Atividades Espaciais Roscosmos.
Eu acabei descobrindo, depois de conhecer esta música, que ela tem uma versão no jogo "Atomic Heart", ainda que seja um rock que me lembra um pouco o estilo de Sabaton. Eu acabo preferindo a versão da banda Zemlyane (Que, por sinal, significa "Terráqueos"), mas a letra é, aproximadamente, a mesma.
Sem mais delongas, à tradução:
Tradução literal:
A Terra numa escotilha, a Terra numa escotilha
A Terra é visível pela escotilha
Tal qual um filho tem saudades da mãe, tal qual um filho tem saudades da mãe
Sentimos saudades da única Terra que temos
Ainda que as estrelas, ainda que as estrelas
Estejam mais próximas, ainda é frio
E tal qual eclipses, tal qual eclipses
Esperamos pela luz e vemos sonhos terrestres
E não sonhamos com os estrondos do porto espacial
Nem com este espaço azul celeste
Sonhamos com a grama, que cerca nossas casas
Verdejante, verdejante grama
Voamos em orbitas, por caminhos desconhecidos
O espaço é costurado por meteoritos
Risco e coragem têm valor
E a música cósmica penetra nossas conversas formais
Pela baixa neblina, com a Terra pela escotilha
Alvorada e aurora se misturam
E o filho tem saudades da mãe, e o filho tem saudades da mãe
A mãe espera por seu filho, assim como a Terra espera os seus
E não sonhamos com os estrondos do porto espacial
Nem com este espaço azul celeste
Sonhamos com a grama, que cerca nossas casas
Verdejante, verdejante grama
E não sonhamos com os estrondos do porto espacial
Nem com este espaço azul celeste
Sonhamos com a grama, que cerca nossas casas
Verdejante, verdejante grama
E não sonhamos com os estrondos do porto espacial
Nem com este espaço azul celeste
Sonhamos com a grama, que cerca nossas casas
Verdejante, verdejante grama
Tradução para cantar:
Terra numa escotilha, Terra numa escotilha
Terra numa escotilha, eu vejo
Como filho dá falta da mãe, como filho dá falta da mãe
Damos falta da única Terra que temos
Ainda que as estrelas, ainda que as estrelas
Estejam mais próximas, ainda é frio
E tal qual eclipses, e tal qual eclipses
Queremos luz e sonhos terrestres
E não sonhamos com sons do cosmódromo
Nem este espaço azul celeste
Sonhamos com a grama, grama de casa
Só verde, só verde grama
E muito orbitamos, por caminhos desconhecidos
No espaço, meteoritos costuram
A pretexto de risco e bravura
Cosmos em música vai entrando na nossa conversa
Pela baixa neblina, com a Terra pela escotilha
Alvorada e aurora se misturam
Assim como filho e mãe, assim como filho e mãe
E assim como mãe, espera a Terra
E não sonhamos com sons do cosmódromo
Nem este espaço azul celeste
Sonhamos com a grama, grama de casa
Só verde, só verde grama
E não sonhamos com sons do cosmódromo
Nem este espaço azul celeste
Sonhamos com a grama, grama de casa
Só verde, só verde grama
E não sonhamos com sons do cosmódromo
Nem este espaço azul celeste
Sonhamos com a grama, grama de casa
Só verde, só verde grama
Letra: Anatoly Poperechny
Tradução: Toinho Stark do Cangaço, 10/10/2025