E quem diria que eu estaria trazendo mais uma música deste ucraniano com nome que eu acho muito interessante, o tal do "Yuri Kaplan", é uma mistura de duas coisas que eu gosto, Yuri e turbinas de hidroelétrica, no caso as de cabeçote, chamadas de "Kaplan". Quero constar que, apesar do artista ser ucraniano, eu não faço a menor ideia se a letra está em ucraniano ou russo. Depois dos dramas baratos, agora temos a "Rua Stalevarov", que eu acho muito interessante então vou explicar o contexto a vossas pessoas.
Segundo alguma fonte na internet que eu não consigo verificar a autenticidade, a letra da música foi inspirada pelas histórias que o avô de Yuri Kaplan contava sobre ele e sua avó quando jovens. Foi escrita meses após a morte dela, que morava numa rua chamada "Stalevarov".
Por algum motivo, essa música me lembra um pouco o anime "Kimi no Na Wa", eu sei que parece loucura, mas, sei lá, tem algumas partes que até parecem narrar eventos do filme, principalmente o refrão (Será que eu vou meter o louco e fazer um AMV dessa música com o anime? Quem sabe, teria que legendar a tradução para o pessoal entender). Dizem que músicas podem ser interpretadas de diversas formas, não existe só uma visão, então é o que estou fazendo aqui. Edit: Eu fiz e postei no Instagram, só clicar AQUI para ver.
Sem mais delongas, à tradução:
Tradução literal:
Ainda nem é a alvorada
Deixe-a contar pela manhã
Como, em uma cidade grande por aí
Fui soprado até eles pelo vento
Como dois olhos se encontraram, uma vez
De pé, lado a lado, no metrô
Como andamos, lado a lado, nas calçadas
Pela rua Stalevarov
O vento soprou contra nós
Nunca nos encontramos
Mas, na hora de dormir
As sombras de nossas almas andam pelos campos
Tap-tap-tap*
Tap-tap-tap*
Pela rua Stalevarov
Haviam casais se abraçando
E nós, também entre eles
Como os outros transeuntes
Rios fluíam sob as pontes
E uma voz pelo alto-falante
Vindo das janelas abertas
Nos prometiam felicidade contigo
O vento soprou contra nós
Nunca nos encontramos
Mas, na hora de dormir
As sombras de nossas almas andam pelos campos
Não dê ouvidos aos cínicos cruéis
Amor eterno não morre
E nenhuma primavera é tão bonita
Quanto aquela em nossa cidade dos sonhos
Onde noites são mornas
Onde estaremos ao final?
Onde, na janela suja do bonde
Minha casa derrete na névoa
O vento soprou contra nós
Nunca nos encontramos
Mas, na hora de dormir
As sombras de nossas almas andam pelos campos
Tradução para cantar:
Ainda não é a alvorada
Pela manhã, ela contava
Como, numa grande cidade por aí
Me levou, o vento, até eles
Como cruzam, do nada, os olhares
De pé, no metrô, juntos
Como íamos, nós, nas calçadas
Pela rua Stalevarov
O vento soprou contra nós
Não nos encontramos nunca
Mas, na hora de descansar
O vulto de nossas almas vão pelos campos
Tap-tap-tap*
Tap-tap-tap*
Pela rua Stalevarov
Haviam casais se abraçando
E nós ali, entre eles
Parecemos os outros pedestres
Rios fluíam sob pontes
E uma voz pelo megafone
Das janelas totalmente abertas
Contigo, nos prometiam júbilo
O vento soprou contra nós
Não nos encontramos nunca
Mas, na hora de descansar
O vulto de nossas almas vão pelos campos
Os cínicos cruéis, não ligue
O amor eterno não morre
E não há primavera mais linda
Quanto na cidade dos sonhos nossa
Onde há mornas noites
Onde estaremos ao final?
Onde, na janela suja do bonde
Derrete meu lar na névoa
O vento soprou contra nós
Não nos encontramos nunca
Mas, na hora de descansar
O vulto de nossas almas vão pelos campos
Letra: Yuri Gennadiyovych Kaplan
Tradução: Toinho Stark do Cangaço, 27/11/2025
*Onomatopeia de passos caminhando, como os sons do sapato no concreto, usada na música