terça-feira, 3 de junho de 2025

Tradução: Pink Floyd - Two Suns in the sunset

    Em contexto, esta música foi escrita no começo da década de 80 para o álbum "The Final Cut", que foi lançado em 1983, período no qual havia tensão entre os países integrantes da OTAN e a União Soviética, com a iminência de uma guerra envolvendo bombas atômicas e capaz de sumir com países inteiros do mapa ao simples apertar de um botão. O medo generalizado tomava conta da população e muitas composições refletiam isso, como "99 Luftballons" (Da banda Nena, lançada em 1983), e "Vamos a la playa" (Do duo "Righeira", lançada em 1983). Com isso, tudo que se podia fazer era torcer que nenhum político maluco apertasse o botão.

    Tenho a impressão que a última música de todos os álbuns do Pink Floyd, que eu escutei, são excepcionais, para fecharem com chave de ouro, esta não é uma exceção, chorar é opcional, se arrepiar é obrigatório. A música teve uma leve inspiração no filme polonês "Cinzas e diamantes" (1958)

    É notório que a estrutura da música vai de um passeio tranquilo de carro, para uma bomba nuclear explodindo, a comparação do lançamento dela com um "julgamento", mas que você não consegue recorrer a nenhuma instância.

    Sem mais delongas, à tradução:


Tradução literal:

No meu espelho retrovisor, o Sol está se pondo

Descendo por trás das pontes na estrada

E eu penso em todas as coisas boas

Que deixamos por fazer

E sofro premonições

Confirmo suspeitas

De um holocausto que está por vir


O arame enferrujado que segura a rolha

Que mantém o ódio preso

Se rompe

E, de repente, é dia novamente

O sol está no leste

Ainda que o dia tenha terminado

Dois sóis no poente

Seria esse o fim da raça humana?


Como na hora que o freio trava

E você desliza na direção de um grande caminhão (Oh, não!)

Você prolonga os seus últimos momentos, travados, com seu medo

E você nunca mais escutará as vozes deles (Papai, papai!)

E você nunca mais verá seus rostos

Você não tem mais como recorrer à lei


Enquanto o para-brisas derrete

E as minhas lágrimas evaporam

Deixando apenas carvão para ser defendido (no banco dos réus)

Finalmente, eu entendo os sentimentos das minorias

Cinzas e diamantes

Inimigo ou amigo

Éramos todos iguais no fim


(E agora, o clima. Amanhã será nublado com chuvas leves se espalhando do leste. Com expectativa de uma máxima de 4000°C)


Tradução para cantar:

No meu retrovisor, o Sol está se pondo

Descendo atrás das pontes na estrada

Penso em todas as coisas boas

Que deixamos por fazer

E eu sofro premonições

Confirmo suspeitas

De um holocausto por vir


O arame enferrujado que segura a rolha

Que mantém o ódio preso

Se rompe

E, de repente, é dia novamente

O sol está no leste

Ainda que o dia tenha terminado

Dois sóis no poente

Seria esse o fim da raça humana?


Como na hora que o freio trava

E você desliza na direção de um caminhão (Oh, não!)

Você prolonga os seus momentos travados com seu medo

E nunca mais escutará suas vozes (Papai, papai!)

E nunca mais verá seus rostos

Você não tem mais como recorrer à lei


Enquanto o para-brisas derrete

E as minhas lágrimas evaporam

Deixando apenas carvão para defender

Finalmente, eu entendo os sentimentos das minorias

Cinzas e diamantes

Inimigo ou amigo

Éramos todos iguais no fim


(E agora, o clima. Amanhã será nublado com chuvas leves se espalhando do leste. Com expectativa de uma máxima de 4000°C)



Letra: Roger Waters

Tradução: Toinho Stark do Cangaço, 17/05/2025

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