sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Tradução: Би-2 (Bi-2) - Её Глаза (Eë glaza)

    Sabe quando eu estava ouvindo uma playlist doomer e acabei conhecendo uma música do Yuri Kaplan? Então, eu ouvi muitas outras playlists de doomer eslavo, mas naquela ali eu encontrei, também, essa música maravilhosa da banda bielorrussa Bi-2.

    Esse som melódico é muito cativante, além da voz calma passando um tom de melancolia e serenidade acaba por completar o conjunto. É algo que me lembra as baladas românticas brasileiras e a letra, como vocês verão, é bem nesse estilo mesmo. O nome da música significa "Nos olhos dela". Segundo uma explicação que achei num blog, ela foi feita enquanto o autor se inspirava no Soneto 130 de William Shakespeare, tanto que seu primeiro verso é idêntico ao da música: "My mistress' eyes are nothing like the sun" (Seus olhos não são como o Sol, querida).

    Sem mais complicações, à tradução:


Tradução literal:

Os olhos dela não são como as estrelas

Um incêndio flutua neles como uma mariposa

Mais uma tarde comum se passa

Mas, com ela, cada vez é única


Suas repreensões são prenúncios de frieza

Como grama recém-cortada em Agosto*

Ainda que não haja um pingo de verdade em suas palavras

Ela está, incontestavelmente, certa


Em algum lugar, anjos clamam: "Perdão, adeus"

Minha alma se derrete como uma vela

Arrependimento preenche meu coração

Sou sempre seu, e você não é de ninguém


Os raios dela escurecem o Sol

E o sangue congela em sua sombra

Tal alegria lhe foi dada a um alto custo

É uma coroa de espinhos, não importa como você perceba


Qualquer valete em seu baralho

Será tomado por inveja

Ela é única** e me deixa seguindo 

Pela velha trilha


Em algum lugar, anjos clamam: "Perdão, adeus"

Minha alma se derrete como uma vela

Arrependimento preenche meu coração

Sou sempre seu, e você não é de ninguém


Em algum lugar, anjos clamam: "Perdão, adeus"

Minha alma se derrete como uma vela

Arrependimento preenche meu coração

Sou sempre seu, e você não é de ninguém



Tradução para cantar:

Seu olhos não são como as estrelas

Neles, como mariposa, paira fogo

Mais uma tarde comum se passa

E, com ela, cada vez é única


Suas críticas, prenúncios de frieza

Como grama recém-cortada no Outono

Mesmo sem um pingo de verdade em suas falas

Ela está, definitivamente, certa


Por aí, anjos clamam: "Perdão, adeus"

Derrete minha alma, como uma vela

Arrependimento preenche meu coração

Sou sempre seu, tu és de ninguém


Seus raios escurecem o Sol

E congela o sangue em tua sombra

Tal alegria te deram a um alto custo

Coroada, como quer que você veja


Qualquer valete em seu baralho

Será tomado por forte inveja

Ela é única** e me deixa seguindo

Pela conhecida trilha


Por aí, anjos clamam: "Perdão, adeus"

Derrete minha alma, como uma vela

Arrependimento preenche meu coração

Sou sempre seu, tu és de ninguém


Por aí, anjos clamam: "Perdão, adeus"

Derrete minha alma, como uma vela

Arrependimento preenche meu coração

Sou sempre seu, tu és de ninguém



Letra: Alexander Uman

Tradução: Toinho Stark do Cangaço, 18-19/09/2025


*Agosto marca o outono no hemisfério Norte, então ele está narrando o cheiro de grama recém-cortada num momento de friagem pré-inverno.

**Também pode significar "Ela está sozinha", depende do contexto, é um jogo de palavras que foi deixado aberto à interpretação.

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