Sabe quando eu estava ouvindo uma playlist doomer e acabei conhecendo uma música do Yuri Kaplan? Então, eu ouvi muitas outras playlists de doomer eslavo, mas naquela ali eu encontrei, também, essa música maravilhosa da banda bielorrussa Bi-2.
Esse som melódico é muito cativante, além da voz calma passando um tom de melancolia e serenidade acaba por completar o conjunto. É algo que me lembra as baladas românticas brasileiras e a letra, como vocês verão, é bem nesse estilo mesmo. O nome da música significa "Nos olhos dela". Segundo uma explicação que achei num blog, ela foi feita enquanto o autor se inspirava no Soneto 130 de William Shakespeare, tanto que seu primeiro verso é idêntico ao da música: "My mistress' eyes are nothing like the sun" (Seus olhos não são como o Sol, querida).
Sem mais complicações, à tradução:
Tradução literal:
Os olhos dela não são como as estrelas
Um incêndio flutua neles como uma mariposa
Mais uma tarde comum se passa
Mas, com ela, cada vez é única
Suas repreensões são prenúncios de frieza
Como grama recém-cortada em Agosto*
Ainda que não haja um pingo de verdade em suas palavras
Ela está, incontestavelmente, certa
Em algum lugar, anjos clamam: "Perdão, adeus"
Minha alma se derrete como uma vela
Arrependimento preenche meu coração
Sou sempre seu, e você não é de ninguém
Os raios dela escurecem o Sol
E o sangue congela em sua sombra
Tal alegria lhe foi dada a um alto custo
É uma coroa de espinhos, não importa como você perceba
Qualquer valete em seu baralho
Será tomado por inveja
Ela é única** e me deixa seguindo
Pela velha trilha
Em algum lugar, anjos clamam: "Perdão, adeus"
Minha alma se derrete como uma vela
Arrependimento preenche meu coração
Sou sempre seu, e você não é de ninguém
Em algum lugar, anjos clamam: "Perdão, adeus"
Minha alma se derrete como uma vela
Arrependimento preenche meu coração
Sou sempre seu, e você não é de ninguém
Tradução para cantar:
Seu olhos não são como as estrelas
Neles, como mariposa, paira fogo
Mais uma tarde comum se passa
E, com ela, cada vez é única
Suas críticas, prenúncios de frieza
Como grama recém-cortada no Outono
Mesmo sem um pingo de verdade em suas falas
Ela está, definitivamente, certa
Por aí, anjos clamam: "Perdão, adeus"
Derrete minha alma, como uma vela
Arrependimento preenche meu coração
Sou sempre seu, tu és de ninguém
Seus raios escurecem o Sol
E congela o sangue em tua sombra
Tal alegria te deram a um alto custo
Coroada, como quer que você veja
Qualquer valete em seu baralho
Será tomado por forte inveja
Ela é única** e me deixa seguindo
Pela conhecida trilha
Por aí, anjos clamam: "Perdão, adeus"
Derrete minha alma, como uma vela
Arrependimento preenche meu coração
Sou sempre seu, tu és de ninguém
Por aí, anjos clamam: "Perdão, adeus"
Derrete minha alma, como uma vela
Arrependimento preenche meu coração
Sou sempre seu, tu és de ninguém
Letra: Alexander Uman
Tradução: Toinho Stark do Cangaço, 18-19/09/2025
*Agosto marca o outono no hemisfério Norte, então ele está narrando o cheiro de grama recém-cortada num momento de friagem pré-inverno.
**Também pode significar "Ela está sozinha", depende do contexto, é um jogo de palavras que foi deixado aberto à interpretação.
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