quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Tradução: Simon & Garfunkel - The sound of silence

    Não, isso não é uma música para sad boy, nem para você colocar para tocar quando ela, que nitidamente nunca se importou com você, terminou contigo. Essa música sempre tocou em tantos memes e momentos tristes, mas somente quem entendeu sua letra pode realmente experienciar o que ela diz. Sabe aquela sensação de que está tudo errado e, mesmo explicando tudo e destrinchando, parece que ninguém entende ou quer entender? Então, é isso. Quando você escolhe ficar calado porque não vale mais a pena falar, esse é o sentimento que a música traz.

    Estou aqui para te mostrar que ela é sobre a depressão e como ela afeta a pessoa, a sociedade e o mundo em que vivemos. Não é o tipo de cortar os pulsos e usar preto para ser modinha durante a escola, é do tipo de você pensar na própria morte e se sentir feliz, um sentimento que há muito não tinha. É de ver a morte como a única libertação do mártir que se tornou a vida. Não morrer porque você quer a morte, mas sim porque não aguenta mais estar vivo. É quando você chora pensando no ato porque não queria que as coisas acabassem assim, mas não sente que tem outro caminho. Essa é a depressão que eu conheço de experiência própria. Essa música aborda justamente esse tipo de depressão e como que uma sociedade cria pessoas depressivas, assim como a nossa. Uma obra feita para refletir e sentir refúgio (Tal qual sua origem, num banheiro escuro, refletindo sobre a vida, segundo Simon). (Eu estou muito fortemente tentando evitar usar a palavra "visceral", porque o DeepSeek usa isso toda hora e não quero soar como uma IA. Que ironia, eu, um ser humano, me esforçando para não parecer uma máquina... Cadê a caixinha de captcha dizendo: "Não sou um robô"?)

    Bem, sem mais delongas, à tradução:


Tradução literal:

Olá, escuridão, minha velha amiga

Vim falar contigo novamente

Pois uma visão, rastejando sorrateiramente

Deixou suas sementes enquanto eu dormia

E a visão que foi plantada em meu cérebro

Ainda se mantém

Dentro do som do silêncio


Em sonhos incessantes, andei sozinho

Ruas estreitas de pedregulho

Sob a auréola de uma luz de poste

Virei meu colarinho para o frio e úmido

Quando meus olhos foram penetrados pelos raios de uma luz de neon

Que rasgou a noite

E tocou o som do silêncio


E, na luz crua, eu vi

Dez mil pessoas, talvez mais

Pessoas falando sem dizer

Pessoas ouvindo sem escutar

Pessoas escrevendo músicas cujas vozes nunca partilharam

Ninguém ousou

Perturbar o som do silêncio


"Tolos", eu disse, "Vocês não sabem

Silêncio, assim como um câncer, cresce

Ouçam minhas palavras, que posso vos ensinar

Segurem minha mão, que posso vos alcançar"

Mas minhas palavras caíram como gotas de chuva silenciosas

E ecoaram pelos poços de silêncio


E o povo se curvava e rezava

Ao deus do neon que criaram

E a placa piscava seus avisos

Nas palavras que estava formando

E a placa disse: "As palavras dos profetas

Estão escritas nas paredes do metrô

E nos corredores de cortiços

E sussurradas nos sons do silêncio"



Tradução para cantar:

Olá, escuridão, minha velha amiga

Vim falar contigo de novo

Pois uma visão, sorrateiramente

Deixou suas sementes enquanto dormia

E a visão que foi plantada em minha mente

Se mantém

Dentro do som do silêncio


Em incessantes sonhos, andei sozinho

Ruas estreitas de calcamento

Sob a auréola de um poste

Virei minha gola para o frio e úmido

Quando meus olhos foram varados por flashes de um neon

Que rasgou a noite

E tocou o som do silêncio


E, na luz crua, eu vi

Dez mil pessoas, talvez mais

Pessoas falando sem dizer

Pessoas ouvindo sem escutar

Pessoas escrevendo músicas cujas vozes nunca partilharam

Ninguém ousou

Perturbar o som do silêncio


"Tolos", eu disse, "Vocês não sabem

Silêncio, tal um câncer, cresce

Ouçam minhas palavras e os ensinarei

Segurem minha mão e os alcançarei"

Mas minhas palavras, tal o silencioso chuvisco, caíram

E ecoaram pelos poços do silêncio


E o povo saudou e rezou

Ao deus do neon que criaram

E a placa piscava seus avisos

Nas palavras que estava formando

E a placa disse: "As palavras dos profetas

Estão escritas nas paredes do metrô

E corredores de cortiços

E sussurradas nos sons do silêncio"



Letra: Paul Frederic Simon

Tradução: Toinho Stark do Cangaço, 14/01/2026, 03:41-05:01

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