Não, isso não é uma música para sad boy, nem para você colocar para tocar quando ela, que nitidamente nunca se importou com você, terminou contigo. Essa música sempre tocou em tantos memes e momentos tristes, mas somente quem entendeu sua letra pode realmente experienciar o que ela diz. Sabe aquela sensação de que está tudo errado e, mesmo explicando tudo e destrinchando, parece que ninguém entende ou quer entender? Então, é isso. Quando você escolhe ficar calado porque não vale mais a pena falar, esse é o sentimento que a música traz.
Estou aqui para te mostrar que ela é sobre a depressão e como ela afeta a pessoa, a sociedade e o mundo em que vivemos. Não é o tipo de cortar os pulsos e usar preto para ser modinha durante a escola, é do tipo de você pensar na própria morte e se sentir feliz, um sentimento que há muito não tinha. É de ver a morte como a única libertação do mártir que se tornou a vida. Não morrer porque você quer a morte, mas sim porque não aguenta mais estar vivo. É quando você chora pensando no ato porque não queria que as coisas acabassem assim, mas não sente que tem outro caminho. Essa é a depressão que eu conheço de experiência própria. Essa música aborda justamente esse tipo de depressão e como que uma sociedade cria pessoas depressivas, assim como a nossa. Uma obra feita para refletir e sentir refúgio (Tal qual sua origem, num banheiro escuro, refletindo sobre a vida, segundo Simon). (Eu estou muito fortemente tentando evitar usar a palavra "visceral", porque o DeepSeek usa isso toda hora e não quero soar como uma IA. Que ironia, eu, um ser humano, me esforçando para não parecer uma máquina... Cadê a caixinha de captcha dizendo: "Não sou um robô"?)
Bem, sem mais delongas, à tradução:
Tradução literal:
Olá, escuridão, minha velha amiga
Vim falar contigo novamente
Pois uma visão, rastejando sorrateiramente
Deixou suas sementes enquanto eu dormia
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda se mantém
Dentro do som do silêncio
Em sonhos incessantes, andei sozinho
Ruas estreitas de pedregulho
Sob a auréola de uma luz de poste
Virei meu colarinho para o frio e úmido
Quando meus olhos foram penetrados pelos raios de uma luz de neon
Que rasgou a noite
E tocou o som do silêncio
E, na luz crua, eu vi
Dez mil pessoas, talvez mais
Pessoas falando sem dizer
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo músicas cujas vozes nunca partilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio
"Tolos", eu disse, "Vocês não sabem
Silêncio, assim como um câncer, cresce
Ouçam minhas palavras, que posso vos ensinar
Segurem minha mão, que posso vos alcançar"
Mas minhas palavras caíram como gotas de chuva silenciosas
E ecoaram pelos poços de silêncio
E o povo se curvava e rezava
Ao deus do neon que criaram
E a placa piscava seus avisos
Nas palavras que estava formando
E a placa disse: "As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E nos corredores de cortiços
E sussurradas nos sons do silêncio"
Tradução para cantar:
Olá, escuridão, minha velha amiga
Vim falar contigo de novo
Pois uma visão, sorrateiramente
Deixou suas sementes enquanto dormia
E a visão que foi plantada em minha mente
Se mantém
Dentro do som do silêncio
Em incessantes sonhos, andei sozinho
Ruas estreitas de calcamento
Sob a auréola de um poste
Virei minha gola para o frio e úmido
Quando meus olhos foram varados por flashes de um neon
Que rasgou a noite
E tocou o som do silêncio
E, na luz crua, eu vi
Dez mil pessoas, talvez mais
Pessoas falando sem dizer
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo músicas cujas vozes nunca partilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio
"Tolos", eu disse, "Vocês não sabem
Silêncio, tal um câncer, cresce
Ouçam minhas palavras e os ensinarei
Segurem minha mão e os alcançarei"
Mas minhas palavras, tal o silencioso chuvisco, caíram
E ecoaram pelos poços do silêncio
E o povo saudou e rezou
Ao deus do neon que criaram
E a placa piscava seus avisos
Nas palavras que estava formando
E a placa disse: "As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E corredores de cortiços
E sussurradas nos sons do silêncio"
Letra: Paul Frederic Simon
Tradução: Toinho Stark do Cangaço, 14/01/2026, 03:41-05:01
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